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Histórico
 
Quando os primeiros agricultores decidiram plantar algodão em Mato Grosso num modelo empresarial nos anos 1990, havia muitos desafios inerentes ao fato de estarem lidando com uma nova atividade no Cerrado.  Era preciso identificar as variedades de plantas mais adequadas e o melhor manejo da lavoura, por exemplo, e também lidar com as questões ambientais e trabalhistas.
 
Tudo isso levou os pioneiros a fundarem a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) em 16 de setembro de 1997. Oito anos depois, em 6 de setembro de 2005, foi aprovada em assembleia geral a proposta de criação do Instituto Algodão Social (IAS), apresentada por Gilson Pinesso e José Pupin, produtores e diretores da Ampa.
 
A missão da entidade recém-criada era promover a prática da responsabilidade social e ambiental entre todos os empreendedores do setor algodoeiro na busca do desenvolvimento sustentável, com justiça social e respeito ao meio ambiente, através   de ações de orientação e de auditoria nas áreas trabalhistas, sociais e ambientais, tendo como objetivo final a certificação socioambiental do algodão de Mato Grosso, através de parceria firmada com uma empresa certificadora credenciada.
 
Na época, os cotonicultores tentavam se adaptar às exigências da legislação trabalhista. As normas da CLT, promulgada em 1943 exclusivamente para reger os contratos de trabalho urbano, tinham sido estendidas aos contratos rurais pela Assembleia Constituinte de 1988, e o Ministério do Trabalho e Emprego instituiu em março de 2005 a Norma Regulamentadora de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente do Trabalho (NR 31), sem que os produtores rurais fossem orientados sobre as novas exigências.
 
Tudo isso gerou insegurança jurídica e acabou trazendo transtornos aos agricultores em geral e, em especial, aos produtores de algodão. O IAS surgiu nesse contexto e, em 2006, criou o primeiro selo de Conformidade Social com o apoio e a parceria da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), e com os serviços da  consultoria da empresa Vetor C, contratada com suporte financeiro da empresa FMC. 
 
Em 2007, o IAS iniciou uma parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que vem se renovando até hoje, garantindo a certificação do processo de produção algodoeira em Mato Grosso. Essa parceria deu à pluma mato-grossense um passaporte para o mercado mundial, já que o selo emitido atesta a procedência do produto cultivado e o respeito às normas trabalhistas e ambientais, e serviu de exemplo para outros estados produtores de algodão. Desde então seguiram para o mercado mais de 15 milhões de fardos de algodão de Mato Grosso com o selo “Algodão Socialmente Correto”.

Esse processo culminou com o lançamento pela Abrapa, em 2012, do programa “Algodão Brasileiro Responsável” (ABR), que representa a unificação dos processos de certificação em todo País.
A partir da safra 2010/11, o IAS também ficou responsável pela implantação do sistema BCI (Better Cotton Initiative) em Mato Grosso.  Em 2013, o sistema BCI foi compatibilizado com o programa ABR e ambos vêm sendo coordenados e executados em conjunto pelas equipes técnicas do IAS.

A safra 2013/2014 foi a primeira do benchmarking entre o programa ABR e o sistema  BCI. Segundo a Abrapa, nos seis estados participantes,  255 fazendas foram certificadas ABR e 209 licenciadas BCI. Somente em Mato Grosso, foram certificadas 189 unidades produtivas no programa ABR e, desse total, 151 aderiram ao licenciamento BCI.

Para que o produtor de algodão de Mato Grosso fosse reconhecido como empreendedor com Responsabilidade Social faltava ainda um compromisso importante. O cumprimento da legislação não era suficiente. Assim nasceu, em 2011, o Programa Semeando o Bem, que tem como finalidade incentivar o produtor rural a criar e manter iniciativas sociais e ambientais em sua fazenda para melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores e suas famílias, bem como das comunidades em seu entorno social.

Durante a celebração do 15º aniversário da Ampa, o troféu Semeando o Bem foi entregue às fazendas que se destacaram com ações nos setores da saúde, educação, esporte e lazer e meio ambiente. Também foram entregues diplomas de reconhecimento como empresas socialmente responsáveis aos grupos empresariais do setor algodoeiro, que mereceram destaque pelo conjunto de suas ações sociais e ambientais.
 
O Programa Fazenda Saudável também faz parte do Programa Semeando o Bem e foi lançado oficialmente em 11 de outubro de 2013. Ele tem a finalidade de realizar ações de orientação e promoção da saúde no campo, realizando exames gratuitos para os colaboradores das fazendas dos associados da Ampa e para suas famílias, como forma de prevenir doenças.

Hoje o produtor de algodão mato-grossense tem uma nova percepção do que é preciso fazer para alcançar a tão sonhada sustentabilidade, que pressupõe aspectos sociais, ambientais e também a lucratividade de seu negócio. E, certamente, a Ampa, o IAS e o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) - que foi criado em 2007 pela Ampa com foco na área tecnológica e no treinamento de mão de obra – contribuíram muito para essa mudança.
 


 
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