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URTE busca alternativas para sistema agrícola
15/05/2018
 
Gabriel Faria

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) está participando de um projeto em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o objetivo de buscar alternativas para o atual sistema agrícola adotado em Mato Grosso.  A Fazenda Caregi, em Ipiranga do Norte, de propriedade do Grupo Nadiana, sedia há três safras uma Unidade de Referência Tecnológica e Econômica (URTE), onde está sendo avaliado e validado um conjunto de tecnologias e conhecimentos visando possibilitar o manejo de adubação, pragas, doenças e plantas daninhas com menor impacto ambiental e redução de custos para o produtor.

Numa área de 160 ha, dividida em quatro faixas, duas são manejadas pelo Grupo Nadiana segundo planejamento próprio, enquanto na outra metade o manejo é feito conforme as recomendações dos pesquisadores envolvidos no projeto. Além da Embrapa Algodão, de Campina Grande (PB), participam do projeto profissionais da Embrapa Agrossilvipastoril, de Sinop (MT), a Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados (MS), a Embrapa Soja, de Londrina (PR) e a Embrapa Milho e Sorgo, de Sete Lagoas (MG).

A maior diferença entre uma área e outra é o sistema produtivo adotado: enquanto nas faixas sob supervisão do Grupo, mantém-se o manejo convencional com soja-algodão-milho, nas faixas sob a supervisão dos pesquisadores, o algodão é visto como parte de um sistema em que se faz rotação com soja, milho e braquiária (o chamado Sistema Santa Fé).

Márcio de Souza, coordenador de Pesquisas e Difusão de Tecnologias do IMAmt, conta que estão sendo utilizadas práticas agronômicas tais como rotação de culturas, Sistema de Plantio Direto (SPD), adequação dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo, e manutenção das populações dos fitonematoides em níveis adequados de modo que não causem danos econômicos às lavouras. "Estas práticas agronômicas visam proporcionar maior estabilidade à produção das culturas frente a estresses bióticos e abióticos que podem afetar o sistema agrícola de Mato Grosso", explica. Segundo ele, a rotação de cultura traz melhorias à qualidade física, química e biológica do solo, além de redução na pressão de pragas, doenças e plantas daninhas, e incremento na produtividade.

Todas essas vantagens foram apresentadas a integrantes do Grupo Técnico do Algodão (GTA) da região de Sorriso, numa Visita Técnica à Fazenda Caregi. Na oportunidade, produtores e técnicos integrantes do GTA – uma estratégia adotada pelo IMAmt e pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) para tornar mais sustentável o atual sistema produtivo – assistiram a uma palestra do pesquisador Fernando Lamas, da Embrapa Agropecuária Oeste.

“Sistema é a palavra chave", afirmou o pesquisador. Segundo Lamas, o foco do trabalho realizado na URTE da Fazenda Caregi é buscar melhorar a eficiência dos processos e deixar de pensar somente na produtividade física das lavouras. Com o sistema, os pesquisadores buscam aumentar a quantidade de palhada e de matéria orgânica no solo, reduzir a compactação, quebrar o ciclo de pragas e doenças, suprimir plantas daninhas, reduzir o número de aplicações por meio do manejo integrado, diminuir riscos para o produtor e, acima de tudo, reduzir os custos de produção.

Embora o experimento da Fazenda Caregi tenha enfrentado problemas de veranico na safra passada (2016/17), o pesquisador Luiz Gonzaga Chitarra (da Embrapa Algodão, ora lotado na Embrapa Agrossilvipastoril) está animado com os resultados alcançados até agora. Ele diz que o plantio da braquiária favoreceu o desenvolvimento radicular das plantas de soja e algodão e a formação de palhada aumentou a umidade do solo. "Além de reduzir a ocorrência de plantas daninhas, a palha cria uma barreira física que desfavorece a proliferação de pragas e doenças", comenta Chitarra.

Ele acrescenta que esse trabalho é de longo prazo e os resultados mais concretos surgirão a partir da quinta safra, trazendo a redução no número de pulverizações e favorecendo o solo. "Com isso, as plantas de soja e algodão se desenvolverão melhor mesmo em condições climáticas adversas. Esse sistema não é novo, mas queremos mostrar ao produtor a importância de adotar um sistema de manejo de solo, incluindo a rotação de culturas e o Manejo Integrado de Pragas (MIP)", explica o pesquisador. Ele diz que o primeiro encontro com integrantes do GTA da região de Sorriso foi muito positivo, com grande participação por parte de produtores e técnicos, e espera que os pesquisadores da Embrapa tenham a oportunidade de apresentar o projeto aos GTAs de outros núcleos regionais de produção algodoeira.

O produtor André Sucolotti, que integra a atual diretoria da Ampa, acompanha com interesse o projeto da URTE na Fazenda Caregi, de propriedade de sua família.  "É como diz Alvaro Salles, diretor executivo do IMAmt: os benefícios para o solo, as lavouras e, consequentemente, o bolso dos produtores virão a longo prazo. Acredito que tudo que pode somar em termos de conhecimento e novas possibilidades de manejo é positivo", comentou Sucolotti.

 

 
Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa com informações da Embrapa Agrossivipastoril
 
 
 
 
 
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